QUAL É A INFLUÊNCIA DO ESTRESSE E DA FALTA DE SONO NA HIPERTROFIA MUSCULAR?

Sono, estresse e hipertrofia

O ESTRESSE dificulta a hipertrofia muscular ao estimular a liberação hormonal de catecolaminas, GH, cortisol e prolactina. Os 3 primeiros hormônios direcionam o metabolismo muscular para a quebra de proteína ao invés da sua síntese (catabolismo) e a prolactina diminui a produção de testosterona testicular e de estrogênio ovariano (hormônios anabólicos).

A PRIVAÇÃO DO SONO interfere na hipertrofia muscular ao alterar a liberação dos hormônios LH, FSH e ACTH, consequentemente reduzindo a produção de testosterona no homem e a de estrogênio na mulher (hormônios anabólicos) e aumentando a concentração cortisol plasmático (hormônio catabólico).

Essas alterações hormonais atrapalham na hipertrofia muscular e estimulam o aumento da gordura subcutânea.

 

O QUE É OVERTRAINING?

É causado pelo desequilíbrio entre o aumento do treinamento e a redução do tempo de recuperação, resultando na incapacidade adaptativa do atleta, no aumento da fadiga e na redução crônica do desempenho. Há uma prevalência bem maior nos esportes de endurance.

Inicialmente, há uma redução da responsividade adrenal ao hormônio ACTH, com aumento da atividade simpática central, seguido da elevação das catecolaminas plasmáticas, deixando o atleta em um estado de hiperexcitabilidade e com dificuldade de relaxar em repouso.

Caso se mantenha o excesso de treinamento, o overtraining evoluirá para a fase parassimpática, em que há uma redução dos receptores B-adrenérgicos (mecanismo de proteção metabólica e cardíaca), levando o atleta para um grau elevado e persistente de fadiga, apatia, alteração de humor, diminuição persistente do desempenho, alterações do sistema imune e reprodutivo.

São sinais e sintomas do overtraining: diminuição na performance, na força e na tolerância de cargas, dores musculares, necessidade de recuperação prolongada, fadiga crônica, distúrbio do sono, distúrbios gastrointestinais, redução da libido e da ereção, hipertensão, taquicardia, depressão, apatia, dificuldade de concentração, instabilidade emocional, medo de competir, perda do apetite, cansaço e baixa da imunidade.

 

TIPOS DE WHEY PROTEIN

Tipos de Whey Protein

Você conhece a diferença entre os tipos de whey protein e sabe se está consumindo o mais adequado para as suas necessidades?

São três as formulações do suplemento, que é a proteína do soro do leite: concentrado, isolado e hidrolisado. Leia abaixo as considerações e se tiver alguma dúvida, procure um endocrinologista que lhe ajudará a fazer as escolhas certas.

– CONCENTRADO: estes produtos fornecem de 29% a 89% de proteína e quanto menor é a quantidade de proteína concentrada, maiores são os níveis de gordura e carboidrato.

– ISOLADO: é a forma mais pura de whey, contendo mais de 90% de proteína. A maioria é isento de gordura e apresenta menos de 1% de lactose, sendo o mais indicado para os intolerantes à lactose.

– HIDROLISADO: atualmente não é mais considerado como um tipo de whey e sim um processo pelo qual tanto o whey concentrado como o isolado podem ser submetidos, sendo as proteínas parcialmente ou totalmente hidrolisadas em tri, di-peptídeos ou aminoácidos livres, acelerando a sua absorção. Em alguns casos, são adicionados enzimas proteolíticas para auxiliar ainda mais na quebra dos peptídeos restantes. Apresenta uma porcentagem de carboidrato e de gordura maior do que o isolado. Por ser o mais rapidamente absorvido, é o whey mais indicado para quem tem alergia à lactose.

SUPLEMENTOS ALIMENTARES NA GESTAÇÃO E NO ALEITAMENTO

Infelizmente, não há estudos suficientes que relacionem as suplementações com a segurança do feto e do recém-nascido/lactente. Por isso, o uso de suplementos alimentares deve ser usado com muita cautela na gestante e na nutriz.

Além disso, ainda é muito comum a contaminação dos suplementos por esteroides anabolizantes, que poderão acarretar em aborto, malformação fetal, masculinização do feto feminino (hermafroditização), cessação do leite materno e puberdade precoce.

Antes de optar pela suplementação de mulheres grávidas ou lactantes, o prescritor tem que conhecer muito bem a qualidade e a segurança do produto a ser prescrito. Procure um especialista!

DEFINIÇÃO MUSCULAR

A maioria dos atletas que procuram um consultório endocrinológico estão em busca de uma hipertrofia muscular, porém, após a anamnese, descobrimos que o paciente realmente quer é uma definição muscular. Não adianta ter uma grande quantidade de massa muscular se esta está escondida por uma capa de gordura.

O grande desejo de todos é o aumento da massa magra com uma redução da porcentagem de gordura corporal, mas, infelizmente, estes objetivos são divergentes. No processo de hipertrofia muscular SEMPRE há um ganho de gordura.

As alterações hormonais que ocorrem na hipertrofia são antagônicas ao processo de definição muscular. Deve-se ter uma meta e direcionar o foco, caso contrário será como um cabo de guerra em que o centro não sai do lugar.

Ao ser decidido pela definição muscular o paciente deve receber uma dieta equilibrada, uma atividade física direcionada, uma suplementação adequada, e se necessário, o uso de medicamentos específicos.

O paciente deve receber uma dieta personalizada, hipocalórica (200 a 500 kcal a baixo do gasto energético diário) e levemente hiperproteica (até 1,8 gr/kg de peso corporal)

No treinamento específico para definição muscular há uma redução da intensidade e um aumento do volume do treinamento (aumento do número de repetições com redução do peso carregado). Deve-se diminuir ou suspender os intervalos de descanso entre as atividades, para transformar a musculação em um treinamento aeróbico. Na persistência do intervalo de descanso superior a 30 segundo há uma recuperação dos estoques de ATP e creatina muscular pelo metabolismo do glicogênio hepático/muscular, não sendo necessário o uso da energia estocada nas células adiposas.

A realização de musculação apenas 2 x por semana já é suficiente para reduzir ao máximo a perda de massa magra, assim, podemos nos focar em atividades aeróbicas otimizadas para a perda de gordura.

Muito cuidado com o uso de suplementos alimentares, já que a maioria são hipercalóricos e o objetivo é cortar caloria. Uma suplementação pré-treino bem elaborada pode reduzir o catabolismo muscular, facilitar a via metabólica da gordura ao invés do glicogênio muscular, reduzir a fadiga e disponibilizar mais energia para um aumento do tempo de exercício, permitindo um maior gasto de calorias.

Alguns pacientes necessitam do uso de medicamentos para reduzir a vontade de comer doce, reduzir a ansiedade e com isso a compulsão alimentar, aumentar a saciedade, impedir a redução do metabolismo estimulada pela perda de peso e reduzir a absorção intestinal de nutrientes.

Os profissionais envolvidos no atendimento do atleta (endocrinologista, nutricionista e educador físico) devem se comunicar e traçar juntos uma meta para cada paciente.

ALTERAÇÕES HORMONAIS ESTIMULADAS PELA MÚSICA MELHORAM A EFICIÊNCIA DO EXERCÍCIO

musicaAo se escutar músicas motivacionais durante atividades de alta intensidade, ocorre uma redução do cortisol plasmático e da resposta corporal ao lactato, levando a um menor catabolismo muscular, uma menor percepção de fadiga, um aumento na potência do exercício e consequentemente da performance.


Atualmente, existe o aplicativo ADIDAS GO que calcula a velocidade do passo do usuário e busca no acervo do Spotify músicas que tenham a mesma batida por minuto, sincronizando o ritmo da música com o da sua corrida, amplificando estas alterações.

VIAJEI E ENGORDEI! E AGORA?

Viajei e engordei

É uma reclamação quase universal o ganho de peso após uma viagem.
Ao sairmos da rotina alteramos totalmente o nosso estilo de vida. Além de piorar muito a alimentação, reduzimos ou suspendemos a prática do esporte.
Ao chegar, não se assuste com o seu peso, pois parte dele é edema causado pelo aumento da ingesta de sal e/ou de bebidas alcoólicas e reduzirá em 1 semana.Cada indivíduo apresenta uma relação peso basal x metabolismo basal.
Então, se aumentarmos ABRUPTAMENTE de peso nosso metabolismo tende a acelerar para retornarmos ao peso basal.
Caso o seu peso estivesse estável antes de viajar, não se preocupe, pois com o retorno às atividades diárias o mesmo retornará ao basal em umas 3 semanas.
Aqueles que emagreceram para viajar poderão ter um maior ganho de peso, já que estarão com uma desaceleração metabólica durante a viagem. Portanto, seu peso provavelmente retornará àquele pré-emagrecimento.
O conselho é sempre levar o seu tênis para aonde for. Esporte é vida e rua tem em todo lugar.

GINECOMASTIA

GinecosmatiaA ginecomastia é uma proliferação benigna de tecido glandular na mama masculina. É causada pelo desequilíbrio entre a ação inibitória da testosterona e a ação estimuladora dos estrogênios sobre o tecido mamário.

Fisiologicamente, aparece no recém-nascido, na puberdade e no idoso, porém, atualmente, seu aparecimento está muito associado ao uso de anabolizantes esteroides (final do ciclo), suplementações alimentares contaminadas por hormônios e a terapia com HCG.

Até o primeiro ano do surgimento podemos realizar o tratamento medicamentoso. Depois disso, apenas cirurgia plástica corretiva.

GASTAR CALORIAS NÃO É IGUAL A QUEIMAR GORDURA

GastarCaloriasExiste um intervalo ideal de intensidade para atividades físicas específicas para perda de gordura corporal (60 a 75% do VO2 max). Ao exceder esta intensidade há um aumento do gasto calórico total, porém, com uma redução significativa da queima de gordura e com um aumento do uso de glicose hepática e muscular como fonte de energia.

Ao término do exercício, esta reserva de glicose será reposta principalmente pela dieta, não havendo um aumento importante da queima de gordura durante o repouso.

Então, se sua meta é perder peso, como você cansará menos nesta zona de intensidade, o melhor é aumentar o seu tempo total de treinamento.

A melhor maneira de estabelecer estas intensidades é pelo teste ergoespirométrico.

DISFUNÇÃO SEXUAL EM ATLETAS DE ENDURANCE

ReducaoTestosteronaEm torno de 15% dos atletas masculinos que praticam atividades de resistência prolongada (maratonas e triathlons) podem apresentar uma redução da testosterona basal de 15 a 50%. Uma alteração explicada pela “Exercice-hypogonadal Male Condition”.

A disfunção hormonal da prolactina, do LH e do GnRH é o que determina uma redução da produção testicular da testosterona. Isso ainda pode resultar numa possível queda da libido e da produção de espermatozoides.

Possivelmente, esta baixa da testosterona é uma adaptação fisiológica ao exercício de resistência. Ou seja, 
o corpo busca uma forma de reduzir a massa muscular total, o consumo de oxigênio e o gasto calórico durante a atividade, economizando energia para que haja o aumento do desempenho físico.