Valores adequados de vitamina D para a sua saúde
Devo suplementar com vitamina D?
A vitamina D é essencial para a absorção gastrointestinal de cálcio.
Em indivíduos saudáveis, a deficiência de vitamina D compromete a homeostase do cálcio do sangue e estimula a retirada do cálcio do osso.
Há alguns anos, estudos observacionais (qualidade e confiabilidade ruim) relataram associações entre deficiência de vitamina D e aumento dos riscos de hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, autoimunidade e câncer.
Assim, após isso foram realizados estudos de maior qualidade, como ensaio clínicos randomizado, duplo cego e controlado com placebo) que falharam em confirmar TODAS estas hipóteses.
Com convicção, hoje pode-se afirma que a suplementação de vitamina D evita ou ajuda a tratar:
– Pré-hipertensão e a hipertensão.
– Doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
– Pré-Diabetes ou Diabetes tipo 2.
– Declínio da taxa da função renal ou microalbuminúria em diabéticos.
Lucas A, Wolf M. Vitamin D and Health Outcomes: Then Came the Randomized Clinical Trials. JAMA.2019;322(19):1866–1868. doi:https://doi.org/10.1001/jama.2019.17302.
Saiba mais em:.
rafaelfantin.com.br
Anticoncepcional e o risco de trombose
Controle o seu peso na gestação
Qual é o aumento ideal de peso na gestação?
O controle adequado do peso na gestante é feito a partir do seu IMC inicial (Peso em Kg/Alt² em M).
É importante se ater que o IMC não avalia a composição corporal da paciente, então na elaboração da dieta devemos tentar extrapolar este raciocínio de acordo com a quantidade total de gordura corporal.
Abaixo a regra para o seu acompanhamento. Vai servir para você entender como está sendo a sua evolução e se sair da curva adequada do ganho de peso, procure profissional adequado.
Marque a sua amiga gestante.
Baixo peso (IMC < 18,5): 2,3 kg no 1º trimestre + 0,5 kg/semana nos 2º e 3º trimestre, podendo ganhar durante toda a gestação de 12,5 a 18 kg.
Peso adequado (IMC 18,5-24,9): 1,6 kg no 1º trimestre + 0,4 kg/semana nos 2º e 3º trimestre, podendo ganhar durante toda a gestação de 11 a 16 kg.
Sobrepeso (IMC 25-30): 0,9 kg no 1º trimestre + 0,3 kg/semana nos 2º e 3º trimestre, podendo ganhar durante toda a gestação de 7 a 11,5 kg.
Obesa (IMC < 30): não ganhar peso no 1º trimestre + 0,2 kg/semana nos 2º e 3º trimestre, podendo ganhar durante toda a gestação de 5 a 9 kg.
Saiba mais em:
endocrinologiaesportiva.com.br
POR QUE É TÃO DIFÍCIL SABER O QUE COMER?
Há décadas estamos nos debatendo com as mesmas questões: devemos nos concentrar na redução de carboidratos ou gordura? O ovo faz bem? A carne vermelha é prejudicial? O açúcar é tóxico?
A maioria dos estudos com dieta tendem a falhar porque são complexos. Comparando aos estudos com medicamentos, os estudos com dieta apresentam cerca de quatro vezes mais chances de ter discrepâncias. Os motivos são:
– Os testes com dieta exigem que os indivíduos mudem os seus hábitos alimentares, um desafio muito maior do que tomar uma pílula. Supõe-se que a dieta não funcionou, mas na verdade são os voluntários que não foram capazes de seguir as dietas atribuídas.
– Quando o estudo avalia a distribuição de macronutrientes da dieta (carboidratos, gordura e proteína), ao se avaliar o aumento da ingestão de uma dada categoria de alimentos, automaticamente os pacientes passam a comer menos de outras categorias de alimentos, dificultando a atribuição de resultados a qualquer componente alimentar específico.
– A grande maioria dos estudos são observacionais e podem até mostrar uma associação, mas não provam a causa.
– Ensaios clínicos são realizados por curtos períodos de tempo e sabemos que o corpo leva semanas para se adaptar às mudanças dos nutrientes.
Assim, vale a pena usar do bom senso e moderação!
Anticoncepcional e menopausa

Em qual idade a mulher deve suspender o anticoncepcional e como avaliamos se ela está na menopausa com o seu uso?
Uma dúvida comum das pacientes é em qual idade a mulher deve suspender o anticoncepcional.
O questionamento é para saberem se ainda necessitam do seu uso para evitar a contracepção ou quando devem mudar o tratamento para a terapia de reposição hormonal (TRH).
Antes desta reposta deve-se ter o entendimento que a idade média da menopausa é aos 51 anos e que os estudos não mostram aumento dos efeitos adversos com o uso do anticoncepcional até esta idade. Além disso, nesta tomada de decisão é importante que a mulher saiba a idade média da menopausa em sua família (mãe, avós e irmãs). Se elas entraram na menopausa mais tardiamente, a probabilidade é que a paciente entrará também.
Como avaliamos se a mulher em uso de anticoncepcional é na menopausa?
Não há como, já que o anticoncepcional estará mantendo o ciclo menstrual regular, evitando o surgimento dos sintomas clínicos (fogacho, alteração de humor…) e impede a interpretação adequada dos hormônios sexuais (LH, FSH e estradiol). O endocrinologista, na leitura dos exames de sangue, por algumas discretas alterações, pode supor mas não afirmar o diagnóstico (rabo de porco, focinho de porco, pata de porco….. então pode ser um porco).
A única maneira de confirmar o diagnóstico é suspendendo o contraceptivo, porém, mesmo com a menstruação bem irregular a mulher na perimenopausa pode engravidar (rapo do tacho), então deve-se fazer uso de um outro método contraceptivo, como a camisinha.
Se com a suspensão do anticoncepcional, a mulher iniciar os sintomas de menopausa, devemos iniciar o tratamento de reposição hormonal (TRH). É um tratamento mais fisiológico e com menores riscos. Mesmo o contraceptivo com a menor dose de estrogênio (15 mcg de etinilestradiol), ele tem 3 x mais estrogênio que o seu corpo produz diariamente.
Se com a suspensão a mulher mantém um ciclo regular ou discretamente irregular, um bom contraceptivo seria o DIU Mirena. Ele evitará a menstruação irregular e os escapes da perimenopausa e por ter ação principalmente local, dificilmente atrapalhará os exames futuramente irão diagnosticar a menopausa. O DIU de cobre não é uma boa opção, porque irá piorar ainda mais os escapes e a irregularidade menstrual.
Saiba mais em:
endocrinologiaesportiva.com.br

Suco seca barriga
Dieta e ciclo menstrual
Como modificar a dieta de acordo com as fases do seu ciclo menstrual, para se ter resultados melhores, mais rápidos e com menor esforço.
Fonte: Brigitte Leeners, Nori Geary, Philippe N. Tobler, Lori Asarian, Ovarian hormones and obesity, Human Reproduction Update, Volume 23, Issue 3, May-June 2017, Pages 300–321.
O que comer no pré-treino?
Depende da atividade, horário, objetivo… Vamos lá!
Para definir o melhor pré-treino é fundamental saber:
- Qual o tipo de atividade física será realizada;
- Horário, tempo e intensidade;
- Quanto tempo você tem para a refeição;
- Qual o objetivo com o treino (emagrecimento, performance, hipertrofia, definição).
Precisamos muito dos carboidratos, porém, não necessita ser exatamente uma hora antes do treino. Tudo depende da estratégia nutricional individualizada, do tipo de treino e da sua alimentação durante o dia. O carboidrato é a principal fonte de energia, pois melhora o rendimento, da mais ânimo e força para aguentar a rotina de treino (mas é TREINO de verdade, ok?).
Para escolher o pré treino é importante saber quanto tempo você tem antes da atividade física:
- Se o tempo é curto: precisa de carboidratos de mais rápida absorção: tapioca, mel, arroz branco, batata inglesa, melancia, macarrão.
- Se o tempo é maior: deve consumir carboidratos mais complexos de absorção mais lenta: batata doce, pão integral, banana com aveia, vegetais, iogurte, banana, maçã, mingau de aveia, cereais. E nutrientes com energia: canela, gengibre, pasta de castanhas…
- Evite alimentos com muita fibra antes do treino, para prevenir desconfortos abdominais.
Impotência sexual e esteróides anabolizantes
O principal medo dos usuários de anabolizantes seria a disfunção sexual secundária ao uso dos esteróides.
A disfunção sexual é mais comum do que se imagina e normalmente inicia-se no final da terapia.
Vários atletas com receio de desenvolver esta patologia, já utilizam uma terapia pós ciclo programada, para tentar evitar uma possível inibição do eixo hipofisário e de uma atrofia testicular. Porém, na grande maioria das vezes o uso desta terapia é desnecessária e em outra parte é feita incorretamente.
No tratamento desta disfunção é importantíssimo o conhecimento da substância utilizada, como: a meia vida da droga, a proporção entre o seu efeito anabólico/androgênico, a potência de ligação com os receptores androgênicos, o potencial de aromatização ou 17 alfa redução e quais seriam os efeitos secundários dos seus metabólitos, como anti-estrogênico, estrogênico, mineralocorticóide, progestogênico ou anti-progestogênico.
Normalmente na terapia pós ciclo, é realizado o cuidado apenas com as drogas que podem aromatizar, sendo utilizado inibidores de aromatase, HCG ou inibidores seletivos da captação do estrogênio (ex: clomifeno), esquecendo-se de todas as outras causas de disfunção.
Exemplificando: Se a disfunção sexual é causada por uma droga com efeito anti-estrogênico, o uso de inibidores de aromatase vai na verdade piorar os sintomas e se a causa for devido a uma potente ação progestogênica da droga, o uso do HCG poderá causar uma ginecomastia, inclusive com galactorréia (produção de leite). A disfunção sexual acomete também as mulheres mas é subdiagnosticado.
Não é fácil determinar a correta causa da disfunção, então sempre procure um especialista para um diagnóstico e tratamento correto.
Saiba mais em endocriologiaesportiva.com.br.












