CAUSAS MEDICAMENTOSAS DE AUMENTO DE PESO

CAUSAS MEDICAMENTOSAS DE AUMENTO DE PESO

 

Existem vários medicamentos que estimulam o ganho de peso ou que dificultam a sua perda.

Nos pacientes com doenças crônicas que irão usar medicação a longo prazo ou/e que apresentam dificuldade de perda de peso, devemos ao máximo, realizar a troca do remédio por um que não influencie no peso ou até mesmo que o ajude a emagrecer. Felizmente, pelo número de medicações existente, isto é possível.

Abaixo apresento uma lista parcial das medicações associadas ao aumento de peso. Procure sempre um endocrinologista para ajudá-lo.

Antidiabéticos: Insulinas, Glimepirida, Glibenclamida, Glicazidas, Nateglanidas, Repaglinidas e Pioglitazona.

Antidepressivos e estabilizadores do humor: Tricíclicos (Nortriptilina, Imipramina, Clomipramina, Amitriptilina), Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (alguns, como a paroxetina), Mirtazapina e Lítio.

Antipsicóticos: Clozapina, Risperidona, Olanzapina, Quetiapina e Haloperidol.

Anticonvulsivantes: Carbamazepina, Gabapentina e Valproato.

Antihistamínicos: Ciproeptina (presente no Cobavital), Difenidramina (Difenedrin e presente também no Benalet, Cladryl, Expectil, Notuss e Trimedal) e Doxepina.

Antihipertensivo: Propranolol e Doxazosina (usado também na hiperplasia da próstata)

Corticoesteróides: todos os orais e injetáveis. Alguns tópicos e nasais como a Budesonida.

Anticoncepcionais: Muitos. Associados principalmente com a alteração da composição corporal.

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COMO É A PERDA DE PESO NA DENGUE

PERDA DE PESO NA DENGUEEstamos em uma epidemia de dengue e várias vezes escutei frases do tipo: “Estou ruim de dengue, mas pelo menos vou emagrecer” ou “Preciso pegar uma dengue para emagrecer”.

Este mês tive a oportunidade de realizar uma bioimpedância antes e após um paciente ser acometido pela dengue e os resultados foram impressionantes.

O paciente apresentou uma perda de peso de 3,9 kg, porém, ao analisar a sua composição corporal foi demonstrado que ele na verdade tinha perdido 5 kg de massa muscular e 6 kg de água corporal, além de ter ganho 4,7 kg de gordura.

Devido a dengue, o paciente teve que se abster por quase 20 dias da atividade física e deixou de consumir a dieta e a suplementação prescrita, o que explica o aumento do seu percentual de gordura de 17,2% para 23,7 %.

A dengue é uma doença que pode ser grave, então faça a sua parte.

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EXTRATO DE CHÁ VERDE

CHÁ VERDEO extrato de chá verde (ECV) potencializa as catecolaminas plasmáticas, influenciando assim o metabolismo e a termogênese.

Na posologia correta e na frequência cardíaca ideal de exercício, o ECV aumenta o metabolismo da gordura e reduz o do carboidrato.

Ao poupar o glicogênio muscular, reduz a percepção de fadiga e o tempo até a exaustão, e aumenta a potência e o tempo de realização do exercício, permitindo assim um maior gasto calórico.

O ECV melhora a composição corporal por aumentar a perda de gordura.

Ao aumentar o óxido nítrico, ajuda a reduzir a dor muscular pós exercício.

 

Sua ação ocorre APENAS durante o exercício e, principalmente, na atividade aeróbica.

Como aumenta a atividade catecolaminérgica, se consumido em altas doses, pode trazer malefícios.

Consulte sempre uma orientação profissional para a sua utilização.‬

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HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

HORMONIO DO CRESCIMENTO

 

A popularidade do GH vem aumentando entre os atletas devido as suas propriedades anabólicas, lipolíticas e pela dificuldade da sua detecção no doping.

Inicialmente, os efeitos do GH foram determinados após a sua reposição em adultos com deficiência comprovada. Houve uma redução da gordura em 20 %, aumento da massa livre de gordura em 7 %, aumento da força e da potência muscular, além da melhora da capacidade aeróbica e anaeróbica.

Os estudos atuais, realizados com adultos saudáveis em uso de GH, demonstraram que há:

-Redução em até 10% da gordura corporal total, sendo a redução principalmente na região abdominal.

– Redução da oxidação das proteínas corporais, indicando efeito poupador de proteína.

– Aumento da síntese proteica corporal total apenas nos indivíduos não treinados, sendo este, principalmente de colágeno e não das proteínas musculares.

– Um aumento da massa livre de gordura de 2,9 kg em homens e de 2,5 kg em mulheres após 2 meses de uso, porém, sendo este aumento quase totalmente pelo acúmulo de água extracelular.

– Aumento temporário da capacidade anaeróbica em 3,9%, que retorna ao normal em menos de 6 semanas após o término do uso.

– Efeito benéfico na recuperação de lesões musculares e ligamentares, comprovado ao aumentar os marcadores da síntese de colágeno.

– Não há qualquer melhora significativa da força, da potência e da capacidade aeróbica.

Na dose suprafisiológica apresenta efeitos adversos como: edema, comichão, dores articulares, síndrome do túnel do carpo, sudorese, fadiga e tonteira.

O uso crônico leva à distúrbios da glicose, alteração cardíaca, fraqueza muscular , aumento de um câncer pré existente e redução da expectativa de vida em uns 10 anos.

O GH deve ser usado apenas para tratamento de sua deficiência e não para fins estéticos ou de performance física.

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PERDA DE PESO: EXERCÍCIO X DIETA

Perda de peso - Exercício x DietaLevando em conta que 1 kilo de gordura tem 7700 calorias e que correndo, o ser humano em média gasta 1 caloria por kg de peso para cada kilometro percorrido, quantos kilometros você teria que percorrer por semana para perder 1 kg?

Calculando sobre um individuo de 70 kg, o mesmo teria que percorrer 110 kilometros.

É por isso que afirmo: É a mudança alimentar que faz um individuo emagrecer e não a atividade física, independente se você quer emagrecer realizando musculação, luta, treinamento aeróbico ou HIIT.

A atividade física é importantíssima para ajudar na perda de peso, e principalmente, na manutenção do peso perdido. Mas sem dieta, nada feito.

Quantos kilometros você teria que correr por semana?

USO CRÔNICO DE CORTICÓIDE: ALTERAÇÕES NA COMPOSIÇÃO CORPORAL E NA PERFORMANCE

Uso de corticóide x composição corporal e performanceÉ extremamente comum o uso crônico e inapropriado de pomadas cutâneas e sprays nasais com corticóide.

Normalmente, a medicação foi prescrita para ser usada por um curto período de tempo, para tratar uma alteração de pele ou rinite alérgica. Entretanto, ao se sentir bem com a medicação, o paciente faz uso contínuo do remédio sem indicação para tal, podendo usar indevidamente durante anos.

O uso crônico de corticóide está associado há várias comorbidades, mas aqui vamos focar na estética e no esporte.

Ao causar a doença de Cushing, o excesso de corticóide vai se manifestar como ganho de peso, face arredondada, giba de búfalo, edema, aumento de pelos, espinhas, queda de cabelo, fraqueza, redução do crescimento, alteração menstrual, hipertensão e outros……
No esporte, ao causar uma inibição do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, o corticóide irá diminuir a testosterona plasmática circulante e reduzir os receptores androgênios musculares, levando a uma piora da performance do atleta e a uma maior dificuldade de alcançar a hipertrofia e/ou a definição muscular adequada.

Em um caso de consultório, ao suspender o corticóide inalatório de um paciente, associado a uma prescrição correta de treinamento, orientação alimentar e suplementação, conseguimos fazer com que o mesmo ganhasse 3 kg de massa muscular e perdesse 2 kg de gordura em apenas 2 meses.

Se você estiver tendo dificuldade de evoluir nos seus treinamentos ou em atingir a sua meta, consulte sempre um especialista.

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DISTÚRBIO OVULATÓRIO E GANHO DE PESO

DISTÚRBIO OVULATÓRIO E GANHO DE PESO

 

Uma das maneiras de determinar o dia em que uma mulher ovulou é pela aferição da temperatura corporal diária.

Após a ovulação, há um aumento do nível da progesterona plasmática em até 1300%, que causa uma elevação da temperatura corporal de aproximadamente 0,3 graus. Este aumento da temperatura permanece durante toda a segunda fase do ciclo (fase lútea), que termina com a menstruação, tendo uma duração média de 14 dias.

Para elevar a temperatura corporal em 0,3 graus, a taxa metabólica basal da mulher aumenta em torno de 300 kcal/dia. Então, no mês em que a mulher ovula, ela aumenta o seu gasto energético mensal em aproximadamente 4200 kcal.

Este aumento da taxa metabólica é um dos motivos da compulsão alimentar relatada por algumas pacientes próximo ao período menstrual.

Um outro motivo de ganho de peso nas mulheres com distúrbio ovulatório pode ser a própria causa da anovulação, como a síndrome metabólica, a resistência insulínica, o hipotireoidismo e o hipercortisolismo.

Não devemos confundir irregularidade menstrual com distúrbio ovulatório, já que nem sempre, a mulher que apresenta o ciclo menstrual irregular deixa de ovular. Sempre faça um acompanhamento ginecológico e endocrinológico.

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VIAJEI E ENGORDEI: E AGORA?

VIAJEI E ENGORDEIÉ uma reclamação quase universal o ganho de peso após uma viagem.

Ao sairmos da rotina alteramos totalmente o nosso estilo de vida. Além de piorar muito a alimentação, reduzimos ou suspendemos a prática do esporte.

Ao chegar, não se assuste com o seu peso, pois parte dele é edema causado pelo aumento da ingesta de sal e/ou de bebidas alcoólicas e reduzirá em 1 semana.

Cada indivíduo apresenta uma relação peso basal x metabolismo basal. Então, se aumentarmos ABRUPTAMENTE de peso nosso metabolismo tende a acelerar para retornarmos ao peso basal.
Caso o seu peso estivesse estável antes de viajar, não se preocupe, pois com o retorno às atividades diárias o mesmo retornará ao basal em umas 3 semanas.

Aqueles que emagreceram para viajar poderão ter um maior ganho de peso, já que estarão com uma desaceleração metabólica durante a viagem. Portanto, seu peso provavelmente retornará àquele pré-emagrecimento.

O conselho é sempre levar o seu tênis para aonde for. Esporte é vida e rua tem em todo lugar.